Rinite alérgica

RINITE ALÉRGICA

Rinite é definida como inflamação da mucosa nasal. A rinite pode ser alérgica ou não alérgica.

As rinites não-alérgicas podem ser divididas em: idiopáticas não-alérgicas ou vasomotora; rinite eosinofílica não-alérgica; rinite colinérgica (gustatória ou por ar frio), rinite infecciosa, rinite medicamentosa (por uso excessivo de gotas nasais, drogas para pressão alta, aspirina, abuso de cocaína). Existem outras mais raras como por alteração hormonais, vazamento de líquor, etc.

Também pode ocorrer por obstrução mecânica ou anatômica (desvio de septo, pólipos nasais, cornetos hipertróficos (dilatados), tumores, hipertrofia de adenóides, atresias de coanas).

A rinite não alérgica mais comum é vasomotora, também conhecida como rinite idiopática não-alérgica, tem como sintomas a congestão nasal(obstrução nasal) e/ou rinorréia(coriza ou secreção nasal), pode provocar crises de espirros e geralmente não causa prurido (coceira no nariz). Os desencadeantes da rinite vasomotora são: fumaça de cigarro, cheiros fortes (odores), alterações de temperatura e umidade, ingestão de álcool, emoção e luz brilhante. Os testes cutâneos são negativos.

A rinite medicamentosa ocorre com uso prolongado de descongestionantes nasais tópicos (gotas nasais). Os indivíduos com obstrução nasal (nariz entupido) habitualmente usam doses crescentes de gotas nasais para manter o fluxo nasal permeável. O exame nasal classicamente mostra cornetos eritematosos (avermelhado) e edemaciados (inchado).

A rinite alérgica é responsável por quase 50% dos casos de rinite crônica. Os sintomas mais freqüentes são: espirros em salva (seqüência de espirros), rinorréia (coriza ou secreção nasal), prurido (coceira no nariz) e congestão nasal (obstrução ou nariz entupido). Além disso, podem ocorrer sintomas oculares (vermelhidão, coceira nos olhos e lacrimejamento), coceira no ouvido, prurido no pálato (coceira no céu da boca). Alguns indivíduos alérgicos costumam coçar a ponta do nariz com a palma da mão, essa manobra é chamada de “saudação do alérgico”. Este costume pode levar a formação de um sulco ou prega transversal no nariz.

O diagnóstico da rinite alérgica baseia-se, principalmente, na combinação de dados obtidos através da anamnese (história clinica detalhada) e do exame clínico, complementando-se com os resultados dos exames, como os testes alérgicos e/ou dosagem sérica (no sangue) de IgE específica (alérgenos específicos).

A rinite alérgica pode ser sazonal ou perene. A rinite sazonal ocorre na primavera e os agentes causais(alérgenos) são os polens das plantas, principalmente as gramíneas (gramas).

A rinite alérgica perene é mais comum em nosso meio e os ácaros da poeira são os alérgenos mais importante no nosso pais (80% dos alérgicos são sensíveis aos alérgenos dos ácaros) e geralmente presentes no colchão, travesseiro, cortinas, livros velhos, tapetes e móveis estofados. Em seguida os animais de estimação, fungos ou mofo e os polens (também podem estar presentes de modo perene em certas regiões do país).

Os exames “in vivo” são os testes alérgicos, que por sua vez pode ser por puntura (gotas na pele) e/ou intradérmicos (injetado debaixo da pele). Além disso pode ser realizada a prova de provocação nasal e a rinomanometria.

Os exames “in vitro” (feito através do sangue ou secreção nasal) são da dosagem total de IgE, a dosagem da IgE específica, citologia e biópsia nasal (raramente utilizado) e dosagem dos mediadores inflamatórios (estes geralmente somente para pesquisa médica).